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04 janeiro 2016

Desmistifica - Racismo reverso, tipo oi?


E ai Sociedade, como estamos?

Eu continuo indignada com algumas coisas, e acho que precisamos seguir o fim desse ano e o próximo e depois ainda se for necessário desmistificando algumas coisas.

Vamos a imagem abaixo:


Como vemos na imagem acima, estamos looooonge de chegar a tão sonhada E PREGADA democracia racial no nosso país e, como se já não bastassem as coisas ridículas que cooperam pra isso, agora temos mais uma: RACISMO REVERSO.

Vamos partir de alguns princípios aqui, eu sei que você vai falar mil vezes pra mim que já viu negros desmerecendo brancos, que já viu negros chamando brancos de branquelos ou branco azedo... Mas vamos entender a gênese de um preconceito e o que ele acarreta:

A carga da frase: "Seu burguês" dita por um pobre não chega a ser nem pejorativa.
A carga da frase: "Seu burguesinho de merda" dita por um pobre agride, pelo "de merda".
A frase: "Seu pobre favelado", dita por um rico, explicita a realidade social, mas, por algum motivo inexplicável, ser pobre ou favelado é uma humilhação digna de quem não é pobre e/ou favelado se vangloriar.

Aaaah Tay, porque isso acontece? 
Porque não existe estigma em ser rico/ ricaço/ burguês/ riquinho/ cheio da grana. APENAS!

A carga da frase: "Você não pode trabalhar com isso porque é homem" ou "você tem de fazer isso - pagar despesas, contas, abrir portas e fins - por que é homem". Apesar de carregar o estigma do machismo, não denigre a imagem de homem nenhum.
A carga da frase: "Você não pode fazer isso porque é mulher", tem um estigma enorme, porque mesmo quando se declara que um homem não pode fazer algo, não é por ele não ser capaz é por "não ser coisa de homem", já no caso da mulher, além de não ser coisa de mulher, é uma expressão de que a mulher é incapaz. E essa incapacidade está no sexo, única e exclusivamente. Ser mulher é um fardo, um fardo inexistente como podem ver neste post aqui.

Com isso, podemos concluir que o preconceito ou racismo contrário não existe, porque não estigmatiza, não denigre, não carrega fardo.

E é com isso que chegamos ao novo "racismo reverso" que pode ser definido como:
Coisas hostis que negros falam sobre pessoas brancas e que torna o racismo sofrido pelos negros semelhante a um "branco azedo".

Não estou dizendo que não exitem negros/pardos que são hostis, to dizendo que pra anos de escravidão e servidão existe uma reação.

Tem uma frase que eu li em algum site quando conheci esse termo "Racismo Reverso" - risos - que é mais ou menos assim: "A classe dominada não oprime a classe dominante" e ai eu tive os olhos arregalados pra entender a realidade.

Eu, por exemplo, sou Cristã e defendia a tese da "cristofobia", mas claramente a cristofobia não existe no Brasil, porque aqui, nós cristãos somos a grande maioria, com isso, somos a classe dominante. Eu posso ser ofendida por um não-cristão, o que não vai fazer o Cristianismo ser menor no país, a menos que alguma outra religião seja legitimada como a maior, a mais importante ou a mais disseminada no país, nós cristãos não seremos perseguidos. Cristofobia sofre quem ta morrendo em nome de Jesus no oriente médio, onde o Islamismo é a religião dominante e por isso oprime os cristãos. Entenderam?

Eu sou heterossexual e  não amores, a heterofobia não existe, porque ninguém - existem, sim, mas, não é a grande maioria - se ofende com beijo hetero na novela, ou com um casal de hetero "grávido".

E assim chegamos ao racismo reverso.

Eu não tenho muito pra falar sobre isso porque o que eu já disse deixa muito claro a minha opinião e a do resto do país, NÃO EXISTE RACISMO REVERSO.

O racismo reverso é uma invenção pra justificar as coisas ditas e feitas aos negros ou para diminui-las dizendo coisas como: Negros também não gostam de brancos - como se historicamente eles tivessem algum motivo, não é mesmo - OU negros são os mais preconceituosos, porque eles falam de preconceito o tempo todo. Amores, são eles que sofrem com o preconceito, talvez seja por isso que eles falam o tempo todo de algo que sofrem todo o tempo, não é mesmo?

Ah, por ultimo mas não menos importante.

Sabe quando um negro diz que tem orgulho de ser negro, ou um decente de negros diz que tem orgulho do cabelo que tem seja ele crespíssimo ou um cacheado de abalar o bairro e uma pessoa com cabelo liso ou como a grande massa chama cabelo """""""bom""""""" diz:

SE EU FALAR ISSO É PRECONCEITO.

Não é amor, é só babaquice mesmo.


Afinal, qual é o estigma do seu cabelo bom? Contra o que você luta assumindo seu "" cabelo bom?""



Nem a Regina George te aguenta falando tanta merda (ass: Maíra) 

10 comentários:

  1. Olá,

    acho sua publicação relevante, é um tema para ser discutido. Eu vi sua visão, não posso falar que esteja correta ou errada, pois ainda não formei minha opinião, tendo em vista que racismo reverso é a primeira vez que leio o termo. Eu digo que em um estudo de direito que fiz em janeiro, temos as "classes minoritárias", que sofrem descriminação racial, sendo compostas por negros, indígenas e diversos grupos ligados as opções sexuais, sexualidade, e foi algo que vi muito sobre discriminação, mas reversa é a primeira vez que leio. www.sagaliteraria.com.br

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  2. Eu só faço é rir quando escuto a expressão "racismo reverso" e branco/rico se achando oprimido por ouvir um "branquelo azedo" ou qualquer coisa do tipo. Me poupe, sabe?

    Quem acha que isso é realmente sério simplesmente não analisa o contexto social, muito menos a história, o nosso passado. Rico é (mais do que) privilegiado sim, branco (independente da classe social) idem. Isso de que "classe dominada nunca vai oprimir a classe dominante" é a maior verdade de todas. Brancos não são analisados de cima a baixo por seguranças quando entram no shopping, ninguém segura a bolsa mais junto do corpo quando um branco passa do lado, exatamente como igrejas não são incendiadas como muitos centros de umbanda e candomblé são (aproveitando que você falou sobre cristofobia). Aí vem um dizendo em "racismo reverso". Faça-me o favor.

    Não suficiente, ainda tem quem diga que os negros estão de mimimi, estão se vitimizando e usaram as histórias das esponjas (http://imguol.com/c/entretenimento/2014/03/14/craft-1394835270652_751x500.jpg) como exemplo. "Ah, por que uma é aceita e a outra não?!". Simples: uma propaga o discurso estereotipado de "cabelo bucha", "cabelo ruim", um discurso ofensivo. A outra, não.

    Esse assunto dá muito debate.

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  3. Olá!

    É, acho meio complicado essa coisa de Racismo reverso, principalmente num país como Brasil onde existe muita mistura e todo mundo se mistura com todo mundo. Mas acho que algumas pessoas estão sendo muito radicais, comi por exemplo o episodio do carnaval em que o pai vestiu o filho de Abu do Alladin e atacaram muito hate pra cima dos pais. Ou o caso da manifestação em que a babá negra tava empurrando o carrinho de bebê. O preconceito existe sim e precisamos falar dele e acabar com ele, mas acho que julgar as pessoas dessa maneira sem saber o contexto da coisa e expor a vida delas também esta muito errado.
    Estou adorando os seus posts do desmistifica e espero ver muito mais por aqui!

    Beijinhos!
    Cantinho Cult

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  4. e o pior de tudo é que tem gente que pode ler teu post e ainda assim não compreender, é se recusar a enxergar o óbvio... já peguei muita discussão com gente que defende o preconceito/racismo reverso, é cada absurdo que usam pra argumentar que eu nem tenho mais paciência...

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  5. ps.: o cristofobia é de doer o ovo. ótima definição você deu a respeito...
    bjs ^^

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  6. Oi, achei o tema muito importante, ainda não posso dizer que concordo ou não com vocês, sendo que não conhecia o termo Reveso, mas vou busca conhecer mais sobre ele. Houve momentos em que achei meio confuso sua publicação, mas acho que de modo geral conseguir compreender o que estava dizendo. Bom, parabéns pela postagem, é uma bela iniciativa da sua parte.

    http://mysecretworldbells.blogspot.com.br/

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  7. Olá, esse post ficou muito bom, um tema bem polêmico, eu diria, pois cada um "puxa a sardinha pro seu lado", isso é busca uma desculpa para ficar na defensiva e atacar o outro de forma a encobrir seu próprio delito. Como assim? Bom, para algumas pessoas esse "racismo reverso" é a forma de justificar o preconceito que vem dele mesmo, "eu posso chamar alguém de pobre favelado, pois aquela pessoa acha que eu sou um burguesinho de merda", mas ia que tá...a pessoa não acha nada, você é quem tira conclusões sem ao menos saber o que aquela pessoa acha de você.
    Já vi isso acontecer muitas vezes, as pessoas saem estereotipando as outras e nem "perdem" um tempo para conhecer o outro de verdade, é mais fácil pré julgar.
    Esse negócio de racismo reverso é uma coisa sem pé nem cabeça. Eu era motivo de piada entre os meus amigos que sempre diziam "sua loira burra", porque era engraçado as piadinhas que os titios contavam sobre a falta de inteligência de uma pessoa (no caso mulher) loira. Eu não achava a menor graça, mas não era por isso que eu tinha que agir como eles, eu não saia por ai ofendendo pessoas que tinham o cabelo escuro, diferente do meu. Hoje eu até acho graça, pois era a "loira burra" que carregava o grupo nas costas e saia distribuindo notas para os amigos, kkkkk...

    Falar da cor do cabelo parece ser uma coisa boba, quando comparado a questões raciais e sociais, mas o padrão é o mesmo e se repete. Os erros do outro não justificam as minhas falhas! Acho importante debater assuntos desse tipo, mas sei que tem aqueles extremistas que só enxergam o ponto de vista deles próprios e se apegam a fundamentos ridículos para defender suas opiniões.

    Parabéns!

    Abraços
    Literaleitura

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  8. Hey, Maíra!

    Gostei do estilo da sua postagem. Além de falar de uma questão muito importante, você colocou bons (ÓTIMOS!) argumentos numa oratória informal, que torna tudo mais fácil de ser apreendido - além de demonstrar uma paciência sem tamanho. É de f**** que se tenha que explicar algo tão óbvio, e eu realmente espero que a sua postagem ajude a fazer uma galera acordar pra realidade.

    Parabéns pelo post e pelo blog!! <3

    www.forasteras.wordpress.com

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  9. Ola Maira tema polêmico que nos faz refletir bastante, afinal passaram-se séculos e ainda discutimos os mesmos temas, sendo reverso o não, o tema preconceito deve ser abolido e ponto, existe uma palavra chamada respeito e direito de escolha ou livre arbítrio que engloba religião, opção sexual e muitos outros. Eu jamais me ofendo se me chamarem de branquela eu não compactua com o tema preconceito. beijos

    Joyce
    www.livrosencantos.com

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  10. Oii, tudo bem?
    sou da opinião que qualquer tipo de racismo é atraso de vida, seja ele racial, literário...
    Deve ser combatido e erradicado.
    Bjs ;)
    http://leiturasdamary.blogspot.com.br/

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Obrigada por comentar, responderei você assim que ver o comentário. Beijos de sangue e até breve.